domingo, 23 de fevereiro de 2014
A luz da Lua
Tua pele tocava a minha, tuas mãos começavam a explorar meu corpo assim como minha língua explorava tua boca. A ponta de meus dedos percorria cada centímetro do teu ser. A cada segundo eu me afogava um pouco mais em ti, sentia meu libido subir assim como o coro em meu rosto ao perceber o jeito em que me olhara. Teu olhar de desejo me engolia e me devorava e me acendia e me enlouquecia! O jeito com que tu me segurava, ele apertava cada canto do meu corpo. Arrepio por todo lado, quando tua boca encostava no meu pescoço e descia chegando perto do meu peito, sentia o mesmo se enrijecer e dos meus lábios quase saia um suplício para tua boca descer mais! Tirou minha blusa, tirei tua camisa. Tirou meu short, tirei tua calça. Tirou minha vergonha, me entreguei. Cada suspiro que ele dava quando eu chupava e mordiscava teu pescoço me fazia ter mais vontade dele. Enquanto me apalpava e se deliciava em meu corpo, meus dentes trincavam pra trancar meus gemidos. Sua língua fazia voltas e volta pela aréola dos meus seios, meu tesão quase rasgava o resto de roupa em que eu ainda me cobria. Tirou meu sutiã com a facilidade de uma criança brincando. Arranhava tuas costas com raiva, raiva de estar tão entregue, tão a mercê te ti. Quando encostava nossos corpos sentia a vibração em que eles se encontravam! Sentia teu membro rigido forçando contra minha calcinha, teu corpo roçando no meu em um desespero de nos tornarmos um só! Matava minha sede na tua boca e mal senti quando teus dedos escorregaram pelo meu corpo até chegar no meu sexo. Tocou-me com calma, calma até demais que me fez implorar por mais! Penetrava seus dedos e lambia meu seio me deixando sem folego! Teus dedos não paravam, já sentia eles umidos, minha calcinha molhada de prazer. Ele não resistiu e quis provar do meu sabor. Começou beijando o interior das minhas coxas 'Dizem que massagear o interios das coxas faz com que teu interior fique mais quente'; dizia ele. Passou a lingua de leve me fazendo estremesser, me masturbava e me chupava ao mesmo tempo me deixando em extase! Abafava meu gritos de prazer no seu travisseiro, puxava teu cabelo e arranhava teus braços enrolava minhas mãos no lençol. E quando eu estava quase lá, no meu ultimo gemido ele parava tudo. Parava e me olhava inocentemente 'Por que parou?!' 'Quase chegou em algum lugar é?'. Meus olhos se enchiam de raiva, eu estava louca pra fazer ele de refém! Joguei teu corpo na cama e logo fiz questão de amarrar seus punhos pra ficar em comando total. Beijei todo teu corpo, cada pedaço te fazendo arrepiar. Chupava e mordia teu corpo, arranhava tuas costelas, e lambia tua barriga. Teus dedos entrelaçavam meu cabelo dando leves puxões ao mesmo tempo que vazava gemidos da tua boca. Sentia teu sexo pulsar em minhas mãos e teus gemidos clamando pra que as mesmas se movimenta-se. Começei a masturbar ele devagar apertando quando chegava na base e subindo novamente. Minha língua percorria tua virilha e tuas mãos guiavam meu rosto pra mais perto do teu membro. Fazia ele ficar morrendo de vontade, desejar que minha boca se delicie e lhe dê prazer! Quando enfim ele se cansa de ser presa, se solta com agilidade e toma conta de mim novamente. Um dia da caça e outro do caçador. Me caçou em seus braços e sem pestanejar juntou nossos corpos fazendo um só corpo. Juntou nossas almas fazendo uma só alma. Lhe sentia rigido dentro de mim, pulsante, quente! O vai e vem do teu corpo sobre o meu fazendo a cama ranger e bater contra a parede. Nosso suor se fundia junto dos gemidos. A luz da lua invadia a janela aberta deixando-me ver apenas o contorno de nossa silhueta, o vento circulava em nossa volta dançando. A nossa energia e nossa química transformada em física, nossos corpos unidos como se fossem feitos um pro outro. Durante as horas em que nos amamos vorazmente, me senti virgem. Como tu me guiava nunca ninguem me guiou. Me senti virgem novamente, totalmente entregue a ti. Acredito ter tido um orgasmo pela primeira vez, pois nunca havia sentido o que senti. Ao fim, quando chegamos ao ponto maximo do prazer foi como voltar a respirar depois de um longo mergulho. Senti teu corpo extremecer e vi o brilho do teu sorriso quando percebeu que meu corpo havia se entregado ao prazer e desistindo de lutar, gozei. Junto comigo, gozou. Deitou exausto do meu lado e me beijou. Nós beijamos. Pouco depois nós entregamos ao cansaço. Me beijou e descançou em meus braços. Adormeceu em meu peito com meu carinho; 'Foi bom?' 'Foi otimo.' Acendo um cigarro, e o deixo queimar enquanto observo a luz da lua me embriagar.
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